
Logo após o teste de gravidez positivo, uma das primeiras expectativas das gestantes é a de poder ver o bebezinho no ultrassom obstétrico. Mas além da grande emoção de ver aquele pequeno ser em formação, a ultrassonografia obstétrica tem um papel valioso no acompanhamento pré-natal.
É através dela que podemos rastrear malformações fetais nos exames morfológicos, acompanhar o crescimento fetal, avaliar a quantidade de líquido amniótico e rastrear risco para parto prematuro, pré-eclâmpsia e restrição de crescimento.
Além disso, é sempre um momento especial quando conseguimos visualizar o rostinho do bebê no 3D e acompanhar seus movimentos pelo 4D.
Papel da ultrassonografia em gestações de alto risco
Nas gestações de alto risco, a aplicação da ultrassonografia obstétrica se torna ainda mais relevante. O acompanhamento ultrassonográfico é uma poderosa ferramenta para avaliar as repercussões e a descompensação de algumas doenças, como:
• a hipertensão gestacional;
• a pré-eclâmpsia;
• e a diabetes gestacional.
Sua importância é tamanha que, em alguns casos, a decisão pelo momento ideal e a via de parto podem ser definidas após uma avaliação ultrassonográfica.
Ultrassons mais necessários na gravidez
O acompanhamento pré-natal é essencial para trazer segurança e qualidade de vida à mamãe e ao bebê em formação. Ao longo da gestação, geralmente são realizados no mínimo 5 ultrassons obstétricos, sendo os principais:
1- Primeiro ultrassom transvaginal
O exame é realizado entre 6 e 10 semanas para verificar a localização da gravidez, avaliar se é gemelar ou não, confirmar a idade gestacional e ouvir o coraçãozinho do bebê, que se inicia geralmente em torno da 5ª-6ª semana.
2- Ultrassom morfológico de primeiro trimestre com doppler colorido
Este exame é muito importante e deve ocorrer entre a 11ª e 13ª semana. No ultrassom morfológico de primeiro trimestre é possível identificar casos suspeitos de Síndrome de Down e outras trissomias. Também é possível analisar alguns problemas graves como a anencefalia e defeitos no fechamento da parede abdominal. Avalia-se também os membros do feto e, se a posição do bebê for favorável, dar um bom palpite sobre o sexo fetal.
3- Ultrassom morfológico de segundo trimestre com medida de colo uterino
Este exame também é fundamental durante o pré-natal. Ocorre entre a 20ª e a 24ª semanas. No ultrassom morfológico de segundo trimestre será feita uma nova análise da anatomia do bebê e verificação de seu crescimento. A análise do colo uterino é necessária para avaliar o risco de parto prematuro.
4- Ecocardiografia fetal com doppler colorido
Na ecocardiografia fetal há a avaliação de toda a estrutura do coração do bebê para verificar se há alguma cardiopatia congênita ou malformação. É indicado entre a 26ª e 30ª semanas de gestação, podendo ocorrer até a 32ª em alguns casos.
5- Ultrassom obstétrico com doppler colorido
Indicado principalmente no 3º trimestre, ele é útil para examinar a posição fetal, quantidade de líquido amniótico, crescimento fetal e avaliação dos fluxos placentários, uterinos e fetais. Pode ser pedido também em outros momentos durante a gestação.
Detecção de malformações pelo ultrassom obstétrico
Infelizmente, apesar dos avanços dos aparelhos de ultrassonografia e da técnica, ainda não é possível detectar 100% das malformações e patologias fetais.
Mas para aumentar as taxas de diagnóstico, a realização dos exames por um bom profissional pode fazer toda a diferença.
Por isso, o Espaço MABE conta com profissionais especialistas em Medicina Fetal que estão prontos para atendê-la com todo carinho e expertise. Agende sua ultrassonografia obstétrica com a MABE.
LEIA MAIS: Acretismo placentário: o que é, como diagnosticar e qual conduta seguir?

